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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Eclipse (2010)

Lá estava eu, a escolher um filme sem legendas para ver no avião. Ia ver Social Network,

mas acabei escolhendo por Eclipse, já que sabia que o 1° era meio rápido e com bastantes gírias nerds.

As traduções lá na França também não andam muito bem não, hein?

Fraco. Não é divertido que nem Lua Nova nem genuínamente cinza como Crepúsculo. Tudo parece forçado, desde a paleta de cores e os cenários até as atuações e a trama como um todo. Está certo que eu estava apertado há 6 horas numa cadeirinha de avião, que a ausência de legendas me fez segurar o fone forte contra meus ouvidos o filme todo, que aquela telinha não se comparava a de um cinema. Tudo isso contribuiu pra eu achar o filme uma droga.

Primeiro, o filme não tem começo. Dá a impressão de que é a continuação do Lua Nova, só dividido em 2 DVDs. Não é isso que se espera de uma continuação, alguém diga isso ao diretor desse filme. Ele tem que ser um filme por si só, ainda que tu precise ter visto os antecedentes para entendê-lo.

A cena da barraca, por exemplo, ficou boa, já acena em que é contada a história sagrada dos lobisomens, é ridícula! Me lembrou Bill contando a história de Pai-Mei e o Massacre no Templo Shaolin, tocando a sua flauta.

Outra coisa são as explicações: parece que o filme foi feito para que ninguém fique sem entender nada. As histórias, enquanto contadas, são ilustradas na tela, aniquilando qualquer contribuição da imaginação do telespectador.

A melhor cena é a da formatura, com o tocante discurso de Jessica (Anna Kendrick): "Make as many mistakes as you can, so that when they ask us (what carreer will we follow) we won't have to guess: we' ll know". Tenho convicção de que, se o filme fosse bom e a cena, bem aproveitada, essa podia ser uma cena memorável.

As batalhas ficaram boas, os efeitos especias pecaram. A escolha das músicas é boa, mas são super mal utilizadas. O filme todo ficou com cara de carrancudo, meio Harry Potter 5, com poucos sorrisos, menos piadas ainda, a preparação para a ameaça inegável, o conflito interno de Bella não mais agradando. Poucas cenas de transição deram o ritmo errado à obra. Muitos diálogos (e ruins, claro) sobre um milhão de problemas que todos estão enfrentando dão vontade de voltar pra sua vida, que, depois do filme, fica muito mais colorida e simples, se comparada com Bella e seu coraçãozinho partido. Primeiro filme que vejo em 2011, e que decepção!


NOTA:

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Leningrado (2007)

PODRE. Demorou pra sair a crítica porque eu destesto postar filmes que não curti, mas se estes posts não existissem, não teria lá muito sentido existir o Pipocas em Ação...

A edição, mais uma vez, me incomodou com os cortes abruptos, realmente cortando e rasgando um esboço de uma ótima cena. Detesto este jeito de fazer filmes com milhares de tomadas apressadas, do mesmo jeito que me incomodei bastante nos últimos filmes do Harry Potter, por exemplo. O filme parece que não grava tanto.


O filme é tão ruim que não encontrei imagem nenhuma na internet. Fica o poster ;)

Bom, além de muitas e bizarras cenas em slow-motion por nenhum motivo, o filme peca na quantidade absurda de clichês (A espiã traidora, os duros sacrifícios que devem ser feitos em tempos difíceis, ...). Na questão "o que te prende no filme", ele é uma nulidade. A suposta personagem principal é uma loira oxigenada que fica o filme todo com aquele cabelo "oi, recém fiz uma chapinha" e é toda estúpida. Até pensei que podia ser uma sátira com o americano-padrão, nutrindo ilusões de que as coisas vão sempre acabar bem e que e justiça triunfará. Nina Tsvetnova é uma russa que dá moradia e sustento à Kate Davis, a tal jornalista americana que acabou presa no sítio a Leningrado por causa de um acidente envolvendo sua equipe. E o filme te enche com personagens secundários tão rasos que quase desempenham a função de arquétipos sociais.

Outro péssimo ponto é o ritmo, já que o filme todo se constrói como se o espectador não soubesse o final. Mas você, leitor, bem sabe que os alemães perderam essa batalha crucial apesar de terem exterminado um zilhão de russos com o sítio à cidade.

Algumas inverossimilianças, como uns caras jogando futebol enquanto metade da cidade morre de fome, ou as alucinações de Kate, que de repente desaparecem só tiram o pingo de credibilidade que o filme podia ter.

Se você espera um bom filme de guerra, não vai ver bons efeitos especiais nem tomadas muito originais além da incial. Se você espera uma versão lírica e poética da provável batalha mais importante da IIª Guerra Mundial, também este não é seu filme. O que ele mostra é a dura realidade do cerco de mais de 800 dias à atual cidade de São Petersburgo, todo o sofrimento pelo qual passou a população sitiada, sem escapatória senão a morte pela rígida nevasca e pelo racionamento de comida para salvar os mais saudáveis. Sim, a realidade ele mostra, ou tenta mostrar.

Como, então, fazer deste um filme melhor? A solução é clara, duas cenas do filme mostram bem o rumo que ele poderia seguir e então brilhar: Uma é o pseudo-aniversário da americana, que demonstra bem a intimidade das duas mulheres, solitárias mas ainda tão humanas. Claro que uma cena tão bela acabou sendo destruída com um fim nada-a-ver... A outra cena (Que na verdade são duas ou três) é quando ela escreve na máquina de escrever um esboço de reportagem relatando as terrível realidade que estava vivenciando. Poxa, aquilo podia SER o filme, aquele podia ser o fio narrativo facilmente e curar o sério problema da falta de rumo e estabilidade.

Como todo filme histórico, traz a responsabilidade de saturar o tema pelos próximos 10 anos. Ou seja, pelos próximos anos não se vai mais nem pensar em fazer filmes sobre Leningrado porque este já "gastou" a temática. Uma pena que TÃO mal. E eu sei que essa crítica tá cheia de spoilers, mas eu realmente não me importo quando não recomendo o filme. Vou dar 2 pipocas porque 1 pipoca é só quando eu não aguentei ver o filme até o final. (É uma categoria anti-utópica por definição).

NOTA:

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

2012 (2009)

Finalmente, uma boa tradução. Hehehe (Crítica escrita por Rodrigo)




P.S.: Almodovar não é light.



21 de dezembro: Suposto fim do mundo devido à altas atividades solares, inversão dos polos magnéticos da Terra, fim do calendário Maia, 3 eclipses simultâneos e muitos outros motivos. Todos eles interessantíssimos. Decidiram mostrar como uma família e como o governo, intercaladamente, reagem ao Fim.

O roteiro é um lixo. Não só o roteiro, mas tudo fora os SFX: Atores, personagens e diálogos. Se ao menos fossem bem separadas as cenas boas das ruins, mas não: As cenas de ação são contagiadas pelo fraco enredo. As crianças são terrivelmente mal-utilizadas, a mulher é um porre, o russo é pateticamente caricaturizado. Quem se salva é apenas Woody Harrelson (Charlie, louco radialista que avisa todos do fim dos tempos), embora o presidente, o geólogo, Jackson Curtis (o principal) estivessem boazinhas.

http://www.imdb.com/media/rm4152461568/nm0416699 - O quão bem as crianças poderiam ter sido usadas.

Já que optaram por seguir diversas tramas ao invés de apenas a principal, poderiam utilizar um recurso simples e de imenso impacto: Não dar nomes aos personagens das tramas secundárias.
Não inundaria o telecspectador de nomes inúteis e daria uma inovada. E aí fica a grande contradição do filme: O mundo acabando e todos rindo. Portanto, não leve o filme nada a sério: Piadas sobre russos a cada 10 minutos, cachorros infantilizados, merchandisings escancarados, cenas mal-acabadas.

Há inovações, sim. Uma, que não citarei para evitar spoiler. Um que me chamou atenção foi em relação ao cenário geopolítico frente a maior catástrofe natural de todos os tempos. O presidente dos EUA é negro e tem a língua presa e o da Espanha é uma mulher. Claro que ficou superficial como todo o filme, mas vale a pena citar.


Pelos magníficos trailers gerarem a expectativa de um filme sério, por ter saturado o tema de "fim do mundo" e por usar técnicas de ação da década passada: Duas!

NOTA:

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Uma Noite no Museu 2 (2009)

Acabei indo assitir nesse filme porque eu queria ver Budapeste, filme brasileiro baseado no livro do Chico Buarque, e me atrasei. Essa era a melhor segunda opção.

Uma Noite no Museu 2 vem na mesma esteira do primeiro. O primeiro filme é divertido até, mas acabou tentando agradar a ser um family movie. Aí se perdeu um pouco. O segundo é daquelas continuações focadas em ganhar dinheiro. Usam a mesma fórmula, boa parte dos personagens e só reciclam um pouco do roteiro para fazer algum sentido.



O filme começa de um jeito bem inesperado. Surpreende pela ousadia e nonsense. Por isso, eu gostei. O auge da cena inicial é quando aparece o George Foreman, do nada. No início, de um modo geral o filme vai bem, mostrando o que aconteceu entre as duas histórias e fazendo o espectador relembrar alguns pontos-chave.

Ben Stiller está bem, mas não mais do que isso. Porque afinal ele não muda muito de papel para papel. O seu filho nesse filme está mais crescido, com uns 13 anos e serve como um engenhoso assistente hacker (bizarro), que consegue todos os mapas e plantas do museu dos arquivo de Washington, o Smithsonian, o museu que dessa vez ganha vida. O museu muda porque o macaquinhoi leva a placa para lá. No more spoilers.



A "mocinha" da vez é a queridinha Amy Adams, fazendo papel de Amelia Earheart, a primeira aviadora a atravessar o Atlântico em 1930. Ela até é engraçadinha. Mas quem rouba a cena são Jedediah Smith e Octavius, a dupla em miniatura representada por Owen Wilson e Steve Coogan. Eles são hilários. As melhores piadas continuam sendo deles.



Existem algumas outras atuações interessantes como a do vilão Kahmunrah. Outras aparições também são memoráveis, como Napoleão, Al Capone e até Darth Vader. Um desempenho que eu consideraria medíocre foi o do General Custer. Piadas fracas e pouca expressão.

E, seguindo a linha dos últimos filme que vi, o final se perde. O final fecha definitivamente a "saga". Difícil sair dessa. Fico um pouco triste porque a idéia de um museu vivo, em que se pode interagir com personagens da história é ótima. Pena ser mal utilizada.

Um filme que facilmente poderia levar um três, porque tem várias piadas . Mas vou dar 2 pipocas pelo final desleixado.

Nota:

domingo, 3 de maio de 2009

Outlander (2008)

Com o subtítulo ridículo Guerreiro X Predador, o filme é podre. Sempre digo que os filmes são ótimos e perfeitos, taí um filme que eu não gostei. Loquei para aproveitar a promoção "Leve 4 filmes e entregue só segunda-feira" da Blockbuster.
Foi engraçado ver este filme depois de Trovão Tropical: Muitas das sátiras do Trovão acontecem no Outlander.

James Caviezel, o Jesus da Paixão de Cristo, é Kainan. Ele acaba se apaixonando por Freya, Sophia Myles, a princesa, e tem que salvar a tribo que ela vive de um monstro que começa a atacá-loa após a chegada do forasteiro.
A sinopse me enganou. Algo como "Um homem de outro mundo ajuda uma tribo de vikings a destruir uma criatura mortal." Pensei que "de outro mundo" significava de um universo paralelo ou algo assim, mas a verdade é que ele era de outro planeta mesmo. Trash. Ok. Pela capa, o filme parece ter um bom figurino, o que é verdade. A frase Dos mesmos produtores de Senhor dos Anéis foi fator decisivo da escolha de locação. Só não pensei que eles teriam a cara de pau de ter um personagem chamado Boromir, IGUAL a SDA. Ok, a atuação de John Hurt, o ditador de V de Vingança, foi ótima como rei da aldeia.


A história é fraca, o final, previsível e o filme nada te acrescenta. A cena em que Kainan conta a história de seu povo, no entanto, é memorável. Não vale a pena, mas se o destino acabar fazendo com que você tenha duas horas livres e esse seja o único filme para você ver, veja.


NOTA:

sábado, 11 de outubro de 2008

Encurralados (2007)

Queridos leitores, desculpem pelo longo tempo sem posts.
Provas... complicam nosso ofício.

Vou falar sobre o suposto "filme do mês" de setembro na Blockbuster (sem propagandas): Encurralados, ou em inglês, Butterfly on a Wheel - tudo a ver.



O filme tem como idéia um casal que tem uma vida supostamente perfeita. Ele, Gerard Butler, interpreta um publicitário yuppie que está com carreira em plena ascenção. A sua mulher, Maria Bello, fica em casa cuidando da sua filhinha. Tudo está muito bem até que um maníaco, Pierce Brosnan, sequestra-os, fazendo-os passar por situações humilhantes durante 24 horas de tensão.

Tem alguma coisa de original aí, mas não muito. O roteiro é interessante em boa parte do filme, até se tornar previsível. O filme não conseguiu me atingir. Nas cenas de clímax extremo, eu não consegui me sentir tenso o suficiente. Mesmo com um elenco de, a não ser a Bello - não consigo engolir o estilo dela - o filme não agrada. Achei fraco.

Como é de se esperar, o final é surpreendente - ou nem tanto. Filme para se alugar como diversão passageira. 2 estrelas, quase a "Framboesa de ouro" dos Pipocas em Ação.

Nota:

sábado, 23 de agosto de 2008

10.000 B.C. (2007)

Cheguei em casa na sexta-feira e descobri que meu irmão tinha alugado um filme: 10.000 A.C.

Achei uma boa escolha, porque, quando ele estava em cartaz, pensei que era um filme discriminado, tanto por seu enredo (Pré-História) quanto a seu elenco (sem nenhum ator conhecido).

Eu estava ansioso para ver se realmente era fraco, como a crítica disse na época.



O mais interessante do filme é o seu propósito de aventura-épica nesse período da História afastado do glamour dos épicos. Não se viu nada parecido na onda de épicos de alguns anos atrás que rendeu trillers memoráveis como Gladiador e, mais recentemente, Cruzada.

Os efeitos especiais não ficam para trás, marca registrada do diretor de Independence Day e O Dia Depois de Amanhã. Os animais são muito legais e se mexem como se fossem reais mesmo. A ambientação de época ficou bem interessante também, com várias tribos, lendas e crenças diferentes.

O filme peca mesmo no roteiro. A trama é fraca e um pouco clichê. Algo como "o escolhido para salvar o destino de seu povo". E falta atuação para dar o brilho necessário ao escolhido. É um épico meio que enlatado. Algumas referências ao 300 são um pouco bizarras também.

Recomendo para quem gosta de épicos históricos, com batalhas e lendas sobre povos distantes. Já para quem prefere algo mais realista, com uma história mais densa, é melhor alugar outro filme.

A ousadia de fazer um filme sobre a Pré-História se acaba quando se percebe que a história é fraca. Vou dar um 3, na parceria.

Nota:

Passe Adiante