segunda-feira, 20 de abril de 2009

Wall-E

Wall-E é um marco na história da animação, na história do cinema. Obrigatório.

O que impressiona é que, mesmo praticamente não possuindo diálogos, o filme passa longe de se tornar monótono e os personagens conseguem se expressar claramente. Nos identificamos rapidamente com Wall-E e EVA: Aos 20 minutos de filme já nos afeiçoamos a Wall-E de tal maneira que admito ser mágica. Só a Pixar mesmo.
Foi indicado ao Oscar de melhor mixagem de som, som, trilha sonora, música original ("Down to Earth") e vencedor de melhor animação. Mereceu todas indicações e poderia ter ganhado mais prêmios. O compositor e intérprete de Down to Earth se recusou a tocar uma versão reduzida na cerimônia do Oscar. É preciso ter muita integridade para recusar um convite destes. Mas não sei até que ponto fez certo. Concorreu a 36 outros prêmios e ganhou mais 40.

Sobre a história, não posso falar muito: No ano de dois mil setecentos e alguma coisa, o planeta Terra naõ é mais habitado por humanos, e Wall-E é o último robô ligado, uma máquina que compacta o lixo que há por toda parte. É quando chega EVA, um robô ecxtra-terrestre à procura de algo.

O filme acaba por sendo uma das maiores histórias de amor de todos os tempos, e provavelmente a melhor animação de todas. Passa longe de ser infantil, e é diferente de tudo que já foi feito: Ao mesmo tempo que narra uma história de dois robôs que poderia acontecer conosco, o filme critica a sociedade atual de uma maneira tão sensível que não se torna nem sensacionalista nem profunda demais. É uma obra-de-arte. De se comprar, ver e rever. Até chorei no final.


Visualmente, o filme é perfeito. Os extras no DVD são sobre os efeitos sonoros. Thomas Newman foi o responsável pela trilha sonora como o é na maioria dos filmes da Pixar e merece parabéns.

NOTA:

Passe Adiante