segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sobre Meninos e Lobos (2003)

Otimo filme que assisti numa tarde fria de segunda-feira. Só tinha ouvido elogios sobre ele, mas de algum jeito consegui não criar expectativas, talvez porque não tivesse a mínima ideia do que se tratasse.

O que sabia, porém, era que foi dirigido pelo mestre Clint Eastwood; atuado por Sean Penn, que venceu o Oscar daquele ano por Ator Principal e por Tim Robbins, que levou a estatueta por Ator Coadjuvante;

No elenco também entram Kevin Bacon (De The Woodsman), Laurence Fishburne (O Morpheus de Matrix), Laura Linney e Marcia Gay Harden (a mãe (biológica) do Cristopher McCandless em Into The Wild). Como o próprio diretor diz nos ótimos extras do DVD, não há efeitos especiais, são só atores contracenando. Diálogos e mais diálogos tendo por trás uma ótima trama com personagens consistentes, até por se tratar de uma adpatação.

Sobre a trama, reforço um conselho: Só leia nossas críticas se você ainda não se decidiu se vai/quer ver o filme. Se a propaganda, o trailer, o boca-a-boca ou o que fôr já te convenceu a ver o filme, leia nossos comentários só depois de o fazer. Pelo menos nós achamos que é impossível não dar um pequeno spoiler ao falar de um filme, no sentido de comprometer o leitor na hora de assistí-lo. Até é possível, mas daria num texto extremamente técnico, frio e superficial.

Enfim. É a história de como três homens superaram um traumático incidente que aconteceu a um deles quando tinha 11 anos, e seguiram vidas tão diferentes, um indo à prisão, outro virando policial e o traumatizado, transtornado. A culpa e angústia de abandonar um amigo, de matar uma pessoa, de ser negligente, de viver como se não tivesse vivido parece pesar no ombro dos personagens.

Ele começa num ritmo avassalador e não pàra por nenhum instante. Os movimentos de câmera deslizante e a paleta de cores acinzentada me fizeram lembrar de Gran Torino, do mesmo diretor.

Impliquei um pouco com a música, meio que tentando encher o silêncio; com algumas cenas meio clichê, herança dos filmes de faroeste que o diretor atuava; e com o final, que achei simplesmente estúpido. Quando digo final me refiro à ultima cena, às últimas falas, ao último quadro, à última música. O desfecho é genial, não podia ser melhor, mas as útimas falas ficam flutuando num final deslocado como se postas no filme só porque estavam no livro de Dennis Lehane no qual foi baseado o roteiro. Uma pena.

Belas 4 pipocas para um filme que possa vir a se tornar 5 se quem sabe eu rever num outro momento da minha vida ou se algum dia eu passar a amar filmes de detetive.

NOTA:

Passe Adiante