Vencedor de 11 Oscars (Só Titanic e Senhor dos Anéis 3 também conseguiram se igualar), diz-se ser o mais dispendioso filme de todos os tempos. Mas o que realmente importa
é que, sem dúvida alguma, é o mais grandioso.
Além das três horas e quarenta que dividi em três partes, dos dois DVDs, 100.000 figurinos, 3.000 figurantes e 300 sets de filmagem, ele trata de temas grandiosos. A amizade, a traição, o amor, a lealdade, a pátria, o poder, a religião, a verdade, a liberdade...
Dirigido por este tal de William Wyler, de quem eu nunca ouvi falar, o filme está num discreto (e até injusto) 146° lugar no IMDb. A história vem de um livro - clássico nos Estados Unidos - que já foi pro teatro (Com uma corrida de bigas, sim, em ciam do palco) e pro cinema em 1907 e 1926. Ou seja, Ben-Hur não é só um filmaço, é uma história que espero que seja refilmada, para que a geração século XXI conheça.
O percurso de Judah Ben-Hur(Charlton Heston), um rico comerciante judeu, é épico. Sua jornada pelo Mundo Ocidental do início do século I é homérica, de batalhas navais a corridas de biga,
Percebi também que em muitos quesitos o filme se assemelha à uma ópera: Os temas simples, os figurinos e cenários estonteantes, a música toda orquestrada e importante, as longas durações das cenas e a diferença bem marcada entre os diálogos solitários e as "cenas sociais", repletas de guerreiros ou plebeus ou escravos ou nobres.
A calma dos filmes de antigamente, a credibilidade vinda da falta de efeitos especiais e a ambição de uma super-produção fazem destes lendários personagem e trajeto um clássico obrigatório.