Na noite de domingo, de 27 pra 28, aconteceu o Oscar. Assisti tendo visto 7 dos indicados a melhor filme. Ontem vi o 127 Horas, que logo logo estará aqui.

AMEI os indicados a melhor canção original terem se apresentado, embora quisesse que o de 127 Horas tivesse ganho. O palco ficou fenomenal, com a orquestra móvel, os degraus de brilhante e as telas em forma de arco. Não tem como não lembrar das espetaculares montagens com os indicados, disponíveis só no site oficial.
O melhor foi o timing: a premiação não foi corrida e não teve muitos intervalos. A participação da Oprah (apresentando com um belíssimo texto a categoria de Melhor Documentário(s)) e daquele coral de crianças no final fizeram lembrar que aquela não era uma "festa fechada", que o Cinema é da sociedade e a sociedade tá no Cinema.
Anne Hathaway estava ótima, muito melhor que eu pensava que ela pudesse ser. Não gostei dela ter trocado de vestido a cada intervalo praticamente (foram 8 ao todo), mas pelo menos eram bonitos. Ela cantando arrasou, enquanto o James Franco estava terrível, com um meio sorriso super trash. O sucesso dela compensou o fracasso dele, exagerando bastante. A Cate Blanchett estava com o melhor vestido de todos, pra mim.

Melhor diretor devia ter ganho o Darren Aronofsky, e melhor Roteiro Original, o Christopher Nolan, por A Origem. O de Melhor Filme foi o que eu "queria". Já sei que o Oscar não é o prêmio mais confiável do mundo MESMO. Eu entendo que deve-se torcer pelo filme que seja mais filme, e não pelo mais tocante. Nesse sentido, O Discurso preenche o requisito muito bem, por arquitetar harmoniosamente todos aspectos da criação de um filme. É melhor produção do que A Rede, por mais que essa diga muito mais sobre nós.
Segue a ordem de minha preferência, lembrando que faltam ainda O Vencedor e Inverno da Alma, mas nenhum faço questão de ver:
1. Cisne Negro
2. 127 Horas
3. A Origem
5. Toy Story 3
8. Minhas Mães e Meu Pai

O que faltou mesmo foi um discurso bombante. A Natalie e o Colin falaram bem, mas não disseram nada. O melhor foi o do David Seidler, de O Discurso. Quero destacar o do vencedor de Melhor Curta, um jovem feioso que, com sua euforia, nos lembrou de que não é preciso só prática pra vencer um Oscar.
A Zero Hora escreveu que o Oscar foi "chocho". Detonaram a apresentação e disseram que o prêmio, apesar de não ter sido injusto, foi o mais tradicional. Concordo, O Discurso é um filme mais "acadêmico", e sua vitória contrasta com os vencedores dos outros anos, o "fracasso comercial" Hurt Locker e o indiano Slumdog Millionaire. Eu continuo com minha teoria, a do valor político do Oscar: A Rede Social é um filme que já ficou pra história, que as pessoas vão querer ver, como no ano passado foi com Avatar; ele já vai ser rodado em aulas de Computação ou matérias da área e em reportagens sobre nerds: o tema (e, claro, a sua ótima execução) já o consagraram, enquanto O Discurso, indiscutivelmente um ótimo filme, "precisa" de um "empurrão" pra ser assistido massivamente. Ele tem uma mensagem que deve ser ouvida, e a Academia aprova.
Fico satisfeito com a cerimônia, se comparado à pressa estúpida do ano passado.
NOTA:







